
O que é?
As glândulas salivares produzem a saliva, que lubrifica a boca, dá início à digestão e ajuda a proteger contra infecções. As maiores são as parótidas (na frente das orelhas), as submandibulares (abaixo da mandíbula) e as sublinguais (embaixo da língua). Há ainda centenas de glândulas menores espalhadas pela boca e pela garganta.
Quais são as principais alterações desse órgão?
Os tumores dessas glândulas costumam aparecer como um nódulo (caroço), muitas vezes sem dor, e a maior parte surge na parótida. A maioria é benigna — o adenoma pleomórfico é o tipo mais comum —, mas todo nódulo merece avaliação, porque só o exame clínico e os exames complementares diferenciam as lesões benignas das malignas.
Sintomas
O achado mais comum é um inchaço indolor na frente da orelha ou abaixo da mandíbula. Merecem avaliação o crescimento rápido do nódulo, dor persistente, assimetria do rosto, perda de sensibilidade, fraqueza da musculatura facial e dificuldade para engolir.
Diagnóstico
A avaliação começa pelo exame clínico e pela ultrassonografia. A punção por agulha fina (PAAF) colhe material para análise das células, e tomografia ou ressonância ajudam a definir a extensão do tumor e sua relação com o nervo facial. O tratamento é principalmente cirúrgico, e a técnica varia conforme a glândula acometida e a profundidade da lesão.
Nas cirurgias de parótida, utilizo a monitorização do nervo facial para reduzir o risco de sequelas.
