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Ilustração do perfil do rosto destacando a glândula parótida, à frente da orelha

O que é?

As glândulas salivares produzem a saliva, que lubrifica a boca, dá início à digestão e ajuda a proteger contra infecções. As maiores são as parótidas (na frente das orelhas), as submandibulares (abaixo da mandíbula) e as sublinguais (embaixo da língua). Há ainda centenas de glândulas menores espalhadas pela boca e pela garganta.

Quais são as principais alterações desse órgão?

Os tumores dessas glândulas costumam aparecer como um nódulo (caroço), muitas vezes sem dor, e a maior parte surge na parótida. A maioria é benigna — o adenoma pleomórfico é o tipo mais comum —, mas todo nódulo merece avaliação, porque só o exame clínico e os exames complementares diferenciam as lesões benignas das malignas.

Sintomas

O achado mais comum é um inchaço indolor na frente da orelha ou abaixo da mandíbula. Merecem avaliação o crescimento rápido do nódulo, dor persistente, assimetria do rosto, perda de sensibilidade, fraqueza da musculatura facial e dificuldade para engolir.

Diagnóstico

A avaliação começa pelo exame clínico e pela ultrassonografia. A punção por agulha fina (PAAF) colhe material para análise das células, e tomografia ou ressonância ajudam a definir a extensão do tumor e sua relação com o nervo facial. O tratamento é principalmente cirúrgico, e a técnica varia conforme a glândula acometida e a profundidade da lesão.

Nas cirurgias de parótida, utilizo a monitorização do nervo facial para reduzir o risco de sequelas.

©2026 por Dr. Marcelo Brasileiro Vaz.
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